segunda-feira, 13 de abril de 2009

Traga-me. (parte 3)


Com tudo e com firme palavrão a qualquer preço ouço e não entendo nada.É fugitiva todas as palavras ditas,foram todas para o fim do livro que planejamos escrever juntos.Antes era minha vida uma história sem meio e "fim" ,agora somente sei do meu eu.
Enfim,
o caminho é simplesmente sem qualquer conteúdo,à tempos quero saber que 'Diabos' faço aqui,o porquê de tantas partidas sem despedidas errantes que me espantam o choro seco e vergonhoso da minha companheira.Pois saíbam preciosos leitores,meu "anjo da guarda" se trata de uma mulher,ou menina,na verdade ainda nem sei afirmar,mas garanto que é anja!
De certo se sente cansada diante da missão de me guiar aos caminhos prósperos da vida.Não será fácil me levar ao que é certo.Áfinal penso que a esta instância da minha vida todos os meus quereres são considerados imoraes e ilegais.
Para ajudar a caminhada te ofereço um gole da minha bebida e um trago da minha vida.Relaxe para ver colorido das minhas madrugadas,vai ter sempre um lugar aqui mocinha,mas garanto que vai estar sujeita à várias cenas "imoraes" e "ilegais".Permita-se.

Então,
as mentiras sinceras ditas por Cazuza me me interessam também,como as palavras ditas por todos nós que somamos hoje isso que chamamos de sociedade.É tudo marginal,são todos à márgem do verídico glacial,aquele que nos obriga.Concordo que temos que provar os erros,mas não se limpa a sujeira deixada,e por isso o medo está aí.
E para onde eu tô indo?
Que caminho estamos seguindo,eu tô indo.
Eu procuro o por quê..
Buscar a intensidade da vida não será um ato admirável.Escrevo com uma pausa,que me custa o olho da cara!
Erro,grito,choro,estico,amanheço escrevendo e ainda sim me pergunto.
Eu não sei para quem escrevo.Mas só quero pôr para fora,escândalizar a angústia.Divido essa intriga com a moça da voz bonita(Adriana Calcanhoto),ela me cala e me ouve calada,só diz quando canta.
Ah... eu quero isso,me escultem e calem a boca para eu ver se o meu samba cola neste festival de rock roll,porque no rock roll não há dor.Ou então me calem de vez com seus intrumentos moços e moças.E não me digam que existe drama em meu teatro!

Me digam...

bem,me digam.

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